Entenda o falhar como o insucesso na conclusão de alguma atividade.

Em se tratando de atividade profissional, podemos afirmar que o insucesso dificilmente ocorre por um único motivo.

No segmento da aviação existe uma frase muito comum: “Um avião não cai por um único motivo”. Em outras palavras é possível dizer que um avião só cai quando há uma sucessão de erros, ocasionados por decisões equivocadas. Decisões equivocadas, por sua vez, são geradas por negligência ou incapacidade técnica.

No ramo da Geomensura a conclusão de um trabalho passa por inúmeras etapas, tendo como as principais: pré-levantamento, orçamento, planejamento de campo, levantamento de campo, processamento, cálculos, projetos, geração de mapas e documentos, registro, entrega do trabalho e recebimento dos honorários. Podemos facilmente pegar cada uma das etapas acima e fragmentá-las em dezenas ou até centenas de sub atividades correlacionadas. Com isso, a conclusão de um projeto requer a execução de um número considerável de atividades.

Contudo, em cada uma dessas atividades, independente da etapa em que o projeto se encontra, surgirá a necessidade constante da tomada de decisões. Sejam elas decisões simples ou complexas, todas elas de alguma forma contribuirão para o sucesso ou o fracasso do trabalho.

Há uma dificuldade inerente na tomada de decisões, pelo fato de que uma vez consumadas elas se tornam uma estrada sem volta, com consequências positivas ou negativas. Sendo assim a decisão cria um compromisso com a escolha feita e suas consequências.

O que nos parece claro é que, para se obter o sucesso de uma atividade, é necessário que o número de decisões corretas deva ser maior que as decisões equivocadas. Contudo, isso nem sempre é uma tarefa fácil, por três motivos:

1) Não existe decisão perfeita, pois nossa capacidade humana não permite analisar todas as alternativas e suas consequências;

2) Ao optar por uma alternativa, renunciamos às outras, gerando um sentimento de perda, mesmo quando a decisão se mostra assertiva;

3) A maioria das decisões são individuais, com isso não há como transferir responsabilidade pelas más escolhas.

O Big data e a inteligência artificial virão para suprir essa carência, com a capacidade de analisar em segundos todos as probabilidades e indicadores em busca da decisão ideal. Enquanto não temos condições de aplicar a Inteligência artificial na nossa atividade profissional, podemos adotar algumas práticas que possam nos ajudar em nossas decisões.

É preciso ficar claro que toda decisão deve ser tomada de forma convicta. Se você se sente inseguro é porque não está totalmente capacitado para essa decisão. Cabe então, buscar maiores conhecimentos quanto as práticas dessa atividade.

Embora algumas decisões necessitem ser tomadas rapidamente, evite a impulsividade. Analise primeiro os fatos e os prós e contras de cada decisão.

Diferentemente da aviação onde os erros podem ser fatais, na Geomensura um erro pode no máximo gerar prejuízos financeiros. Em contrapartida pode se tornar um aliado ao aprendizado, baseando que o executor se tornará mais experiente.  A tentativa e erro, desde que aplicado de forma controlada e dentro de uma margem de segurança, é a melhor maneira de aperfeiçoamento e criação de novas técnicas de trabalho.

Afinal porquê as pessoas falham em suas atividades? Falham por uma simples razão: A maioria das pessoas são extremistas! Ou seja, ou são extremamente pessimistas e só enxergam as dificuldades ou são extremamente otimistas, enxergando somente as vantagens. Os pessimistas perdem enormes oportunidades por considerar tudo inexequível. Já os otimistas perdem recursos por subestimar as dificuldades. O segredo é fazer um planejamento percorrendo os dois extremos: mapear as dificuldades das atividades e cruzá-las com as vantagens. O saldo estimado desta operação será o indicador para a correta tomada de decisão.

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Escrito por
Daniel Alexandre Janini
Executivo, Empreendedor, Disruptor, Engenheiro Agrimensor, Mestre pela ESALQ/USP.