Muito se fala na disseminação da ideia de Smart City, ou Cidades Inteligentes, mas, sabemos de fato o que realmente são? Antes de definirmos estes termos, façamos uma reflexão: até que ponto conseguiríamos transformar uma cidade para que ela fosse auto gerenciável, autossustentável e autossuficiente em tecnologia?

Mesmo que nossa imaginação nos leve às cidades mais futuristas possíveis, um sistema municipal neste nível é algo bem difícil de acontecer atualmente.

Porém, cada vez mais, é comum os gestores municipais buscarem a inovação no gerenciamento da cidade, envolvendo a inovação e a tecnologia para redução de custos com pessoas, matérias primas e recursos naturais. Consequentemente, os benefícios desta evolução impactam diretamente o munícipe.

Muitos autores e instituições governamentais definem: “Cidade Inteligente é aquela que coloca as pessoas no centro do desenvolvimento, incorpora tecnologias da informação e comunicação na gestão urbana e utiliza esses elementos como ferramentas que estimulam a formação de um governo eficiente, que engloba o planejamento colaborativo e a participação cidadã. Cidades Inteligentes favorecem o desenvolvimento integrado e sustentável, tornando-se mais inovadoras, competitivas, atrativas e resilientes, melhorando vidas”. (BID, 2016)

Na definição trazida acima é notório que a cidade deverá ser pensada, planejada e executada em prol do munícipe, trazendo-o como protagonistas de todas as ações que o circundam. De certa forma, trata-se de evoluir os pilares essenciais em uma cidade, integrando os poderes governamentais e proporcionando políticas sustentáveis que promovam inclusão, transparência e que permitam gerar riqueza para o cidadão neste processo de transformação através da tecnologia.

Existe tamanho mínimo ou máximo para uma criar uma Smart City?

Não! Mas esta resposta está diretamente relacionada aos desafios que envolvem este processo de transformação da urbe, sejam elas pequenas, médias ou verdadeiras metrópoles. A complexidade ao imprimir na prática o que é discutido na esfera teórica existe e deve aos poucos ser transpassada trazendo resultados no cotidiano dos cidadãos.

O conceito de cidade inteligente surge em meio ao crescente, desenfreado e desordenado desequilíbrio entre as necessidades da população e a capacidade da gestão pública de promover um desenvolvimento ordenado e sustentável nos centros urbanos.

Por isso, o estudo de Smart Cities no Brasil tende avaliar a integração entre diversos setores: mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo e governança. Nesta avaliação, são usados 70 indicadores, em mais de 500 municípios brasileiros.

Destas informações, são retirados inúmeros conceitos que podem ser aplicados na gestão do município com o investimento em diversas novas áreas:

  • URBANISMO SUSTENTÁVEL NAS CIDADES
  • MOBILIDADE E ACESSIBILIDADE NAS CIDADES
  • CIDADES CONECTADAS
  • CIDADES PARTICIPATIVAS
  • CIDADES PRÓSPERAS
  • CIDADES RESILIENTES
  • CIDADES EMPREENDEDORAS

Alguns dos itens em destaque já são realidade, e exemplos como o de mobilidade urbana podem ser encontrados em cidades como Curitiba/PR, tratando-se em eficiência no transporte urbano municipal.

Para cidades empreendedoras, temos a capital paulista São Paulo. Já em Minas Gerais, a cidade de Belo Horizonte se destaca pela quantidade de áreas verdes seguindo a tendência de sustentabilidade.

Sabe-se que entre as atividades do gestor público estão os grandes desafios em aumentar a qualidade dos serviços ofertados a população, parte disso pode ser feito manejando de forma transparente e eficiente os recursos disponíveis. Com a implementação do conceito de Smart City na gestão pública, através da tecnologia da informação, comunicações, big data e internet das coisas, é possível atingir estes objetivos e ainda engajar ainda mais a população na construção de políticas públicas, integrando e sistematizando a cidade e todos que moram nela.

O objetivo final é proporcionar bem-estar ao cidadão, integrando suas necessidades vitais ao bom uso de recursos naturais, através da tecnologia e inovação.

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