Muitas vezes vamos a campo para rastrear os dados de uma propriedade através dos métodos de posicionamento por satélites (GNSS), porém, em algumas situações, é comum não obtermos a solução ou precisão necessário para o tipo de projeto que será realizado. Nestes casos, o desejado sinal ‘fixo’ não é exibido na controladora, e os motivos podem ser vários: a proximidade de uma região coberta de vegetação, a presença de cabos com alta tensão, ou até mesmo radiação solar e horário do levantamento podem influenciar neste assunto.

Sendo assim, podemos buscar por resoluções no escritório que irão tratar os dados com defasagem de campo e assim corrigir estatisticamente com o intuito de melhorar a qualidade posicional.

Apresentamos aqui duas possibilidades para tal operação: o serviço gratuito de processamento de dados oferecido pelo IBGE denominado PPP (Posicionamento por Ponto Preciso) e também a Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo (RBMC), que é peça chave para o processamento de dados através de software específico.

Afinal, como funcionam cada uma dessas possibilidades?

Vamos começar pelo processamento realizado através do PPP/IBGE disponível no link a seguir (https://ww2.ibge.gov.br/home/geociencias/geodesia/ppp/default.shtm).

Nesta metodologia o profissional irá importar o arquivo de rastreio do receptor no sistema do IBGE, sendo necessário antes desta submissão efetuar uma conversão para extensão Rinex ou ainda Hatanaka (não conhece esses termos? Leia nosso artigo sobre siglas clicando aqui).

Depois do upload do arquivo do rastreio em RINEX ou HATANAKA, deverá ser especificada a altura do equipamento utilizado em campo e o modelo de antena do receptor, para quem sejam levados em conta os respectivos parâmetros técnicos.

Pronto! O processamento será realizado na nuvem, sem contato manual e através do método absoluto. O resultado será gerado em formato de arquivo .PDF (resumo do processamento) e o acompanhamento da qualidade do tratamento dos dados efetuados poderá ser acompanhado através do arquivo .SUM (sumário de processamento).

 

 

Para o processamento de dados através da RBMC, vale ressaltar que os dados são disponibilizados gratuitamente através da plataforma do IBGE no link a seguir (https://ww2.ibge.gov.br/home/geociencias/geodesia/rbmc/rbmc.shtm?c=7).

Nesta metodologia o profissional precisará utilizar um software de processamento de dados como já mencionado anteriormente. Além disso, adotam-se bases de referências e serão essas as responsáveis por estabelecer vetores confiáveis para o processamento e ajustamento da base ou do ponto de interesse levantado em campo. Neste caso, os resultados serão gerados através do processamento por método relativo. Dicas importantes:

  1. Utilizar no mínimo 3 bases da RBMC;
  2. A geometria dos vetores deve ser a mais simétrica possível, ou seja, evite longas linhas de processamento;
  3. Dê preferência pelo processamento em UTM, visto que as plataformas de desenho assistido por computador (CAD) aceitam e operam em coordenadas planas;
  4. Crie a obra no software específico utilizando os padrões estabelecidos na NTGIR – casas decimais e atente-se ao fuso UTM;
  5. Configure os modelos de antenas utilizados tanto nas bases de referenciais selecionadas da RBMC quanto a de seu equipamento com as respectivas alturas.

Feito! Com os dados inseridos e configurados, basta processar e ajustar os vetores para criação do relatório de processamento.

Estudos científicos já comprovaram que em ambos os métodos os resultados são equivalentes, com discrepâncias mínimas nas coordenadas (x, y e z) e suas respectivas precisões. Agora é só escolher a melhor metodologia para seu tipo de trabalho.

Após o processamento ser efetuado, é hora de importar em seu sistema topográfico para começar a elaborar o projeto.

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