Os avanços científicos e tecnológicos são diretamente proporcionais ao tempo, e isso não poderia ser diferente quanto a evolução nas metodologias de levantamentos topográficos e obtenção de dados em campo.

Atualmente, o desenvolvimento de inovações na aerofotogrametria cresce de forma rápida, e a utilização desta técnica se populariza cada vez mais entre os profissionais do mundo todo.

A aerofotogrametria é uma técnica de obtenção de informações através de sensores alocados em satélites, aeronaves tripuladas e aeronaves não tripuladas (VANT), que capturam imagens com a finalidade de elaborar mapeamentos.

Para concretizar a aplicação deste método de levantamento o profissional deverá elaborar o plano de voo e se atentar às faixas de sobreposição que irão compor seu imageamento. Os recobrimentos lateral e longitudinal (Side lap e Over lap em alguns softwares de plano de voo) são necessários na elaboração de projetos, e estes devem respeitar a determinados critérios tendo como objetivo básico o estabelecimento de pontos homólogos para apoio de posições que propiciem o uso das imagens e sua interpretação.

Será através desta sobreposição (overlay) que o modelo tridimensional da área levantada começará a ser composto, uma espécie de estereoscopia digital. Como abordado anteriormente, comentamos sobre três metodologias de obtenção de dados (satélites, voos tripulados e não tripulados), e no caso das duas últimas, deverá ser respeitada a proporção de sobreposição. De acordo com literaturas de referência, recomenda-se a utilização da proporção 80%x25% para aeronaves tripuladas e de 80%x20% ou 60%x40% para aeronaves não tripuladas (VANTs).

Outra questão importante é conhecer os fatores que irão influenciar na definição da taxa de sobreposição das imagens, estes são relacionados a velocidade do obturador (sensor da câmera utilizada), altura de voo (deverá respeitar as especificações realizadas pela ANAC e DECEA), velocidade de voo para evitar o efeito do arrasto nas bordas da imagem e do vento, além do tipo de alvo a ser imageado. Todos estes fatores irão influenciar diretamente na qualidade do produto final podendo gerar uma precisão menor do que a necessária para o respectivo projeto e consequentemente trazer um GSD com qualidade inferior. Mas o que é o “famoso” GSD?

O GSD (Ground Sample Distance), que em português tem tradução literal como distância de amostra do solo, é a representação do pixel da imagem em unidades de terreno geralmente expressa em centímetros (cm), lembrando que o pixel (px) é o menor elemento de uma imagem o qual é possível atribuir-se uma cor e é desta entidade que as precisões horizontais são mensuradas.

Além de todos os critérios já vistos, é necessária a utilização de pontos de controle e checagem em solo que possibilitem o controle da verticalidade e horizontalidade para composição do mosaico das imagens. A verticalidade a nível de solo (90°) com a retirada da alidade, da translação e da rotação é fundamental para qualidade do imageamento, e estas diretrizes são consideradas na norma executiva disponibilizada ao público pelo Incra no dia 19 de fevereiro de 2018, quanto a utilização de VANT em georreferenciamento para obtenção de vértices virtuais.

Nestes casos, para atender as exigências e aplicar este método às áreas com finalidade de georreferenciamento, devem conter ao menos 20 pontos de controle, além dos pontos de checagem para cada 1 ha (hectare). Sendo assim, o trabalho para demarcação, escolha e delimitação na implementação destes pontos são de extrema importância para geração de um produto cartográfico eficiente e com menor propagação de erros. Além destes fatores, a nível de exigência quanto a tratativa dos pontos, deve-se utilizar o método estatístico de Shapiro-Wilk.

E depois que obtiver seu produto final, preferencialmente de boa qualidade, é só importar em seu software de escritório (CAD ou SIG) e trabalhar.

Atualmente, as imagens aéreas de alta resolução pós-processadas costumam atingir facilmente a casa dos gigabytes. Como exemplo, o levantamento aéreo em uma pequena cidade de 25 mil habitantes, gerará uma imagem na ordem de 5 GB a 10 GB de tamanho.

Normalmente, de acordo com a finalidade, o ambiente SIG tem boa performance com imagens mais pesadas, mas não possui boa interação com o usuário quanto a ferramentas de vetorização. Por outro lado, ambientes CAD são específicos para criação, manipulação e edição de vetores; e efetuar estas atividades sobre imagens deste porte, sempre foi e sempre será um desafio, visto que o tamanho dos arquivos podem causar lentidão e até o travamento de computadores pessoais.

Por isso é sempre importante buscar a ferramenta mais adequada ao seu projeto, e ter conhecimento das inovações que o mercado oferece para obter mais produtividade, performance e resultados melhores, agregando valor ao seus produtos e projetos.

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