Comparada à tecnologia atual, a agrimensura nas décadas passadas era um processo praticamente artesanal. Nos anos 70 e 80, os levantamentos de campo duravam semanas e o equipamento mais moderno à época era o Teodolito. As grandes distâncias (entenda como grande 300 metros) eram medidas com longas trenas arrastadas pelos campos a fora. Todas as informações colhidas em campo eram anotadas em cadernetas de papel em um procedimento estritamente manual.

Nessa era pré computador a maior aliada do Agrimensor para as tarefas de escritório era a calculadora, que apesar de trazer agilidade nas operações de cálculos, contribuía muito pouco, pois não possuía memória e toda operação necessitava de uma digitação. Os resultados, por sua vez, eram novamente anotados em uma planilha de memória de cálculos. A confecção dos Mapas era uma tarefa destinada somente a profissionais que possuíssem dons artísticos, pois tamanha era a habilidade exigida para lidar com vegetais, nanquins e penas. Já os memorias descritivos, datilografados um a um.

Após o advento dos computadores na década de 90, surgiram as planilhas eletrônicas e os softwares específicos para topografia, que automatizaram os serviços de escritório e eliminou-se a necessidade de cálculos manuais, redigitação e principalmente anotações de resultados, tornando as operações de cálculos menos exaustivas. Não demorou muito para surgir os sistemas CADs que revolucionaram os desenhos topográficos tornando obsoletas as pranchetas e tudo que envolvia o desenho manual.

Ainda neste período, os equipamentos topográficos passaram a ter a capacidade de fazer leituras digitais com armazenamento eletrônico de dados, decretando o fim das anotações manuais em cadernetas campo.

A virada do século trouxe novos ares para a Agrimensura e consequentemente para o Registro de Imóveis.

Com a chegada dos GPSs de precisão e o advento da Lei 10.267/01, todos os imóveis rurais passaram a ser georreferenciados. Gradativamente, os GPSs ocuparam o lugar dos equipamentos tradicionais e num curto espaço de tempo os levantamentos passaram de uma medição estática e morosa para medições em tempo real e com altíssima performance e precisão.

Atualmente, nos encontramos na era das imagens.

Os equipamentos e dispositivos que geram imagens, como os populares Drones e VANTs são a bola da vez na Agrimensura. Eles começaram sendo utilizados para trabalhos específicos ou como gerador de material de apoio, mas a tendência é que se possa fazer um levantamento completo de topografia utilizando somente imagens. Neste caso, o levantamento propriamente dito, ocorrerá no escritório, medido e desenhado diretamente sobre as imagens ou nuvem de pontos capturadas em campo. Ainda há muito o que aperfeiçoar, principalmente nos softwares de processamento de imagens que, devido à grande quantidade de dados, necessitam de um hardware específico e diferenciado.  Contudo, a velocidade que esses produtos evoluem nos faz crer que os equipamentos geradores de imagens se tornarão os principais equipamentos para medição no campo.

Entendemos que a quantidade e a abrangência de inovações ocorridas na agrimensura nas últimas 3 décadas não se repetirão no futuro próximo. As mudanças serão mais direcionadas e trarão “apenas” melhorias de precisão e velocidade dos processos já existentes e conhecidos. Em contrapartida, como já podemos observar, a tecnologia de ponta estará muito mais acessível trazendo uma igualdade de condições de trabalho a todos os profissionais. Veja este artigo para saber mais sobre este assunto!

Neste novo cenário, irão se destacar aqueles que souberem extrair o máximo dessas tecnologias, ou seja, os mais capacitados e os mais produtivos. Veja também esse artigo! 

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